sexta-feira, 14 de agosto de 2009

MOMENTOS E DESEJOS

Guardo em mim os sonhos que traduzi em momentos meus. Arrisquei minha vida em uma arriscada aventura n’uma busca de anjos, onde só encontrei demônios. Não fugi destes pesadelos, a estrada que cimentei quebrava-se a cada passo trôpego e delirante onde me levava do nada a lugar nenhum.
Rompi meu mundo com desvarios incógnitos rasgados a cada alvorada. Alvoradas cinzentas repletas de escombros como as de Berlim ao final do bombardeio aliado. Perdi a noção da amizade, do amor, do carinho e de tantas travessuras argüidas nas brincadeiras petizes. Ao longo de tanto périplo, vislumbrei castelos ilusórios e moinhos de vento, sob a égide de um arrebatado amor que sequer suportava a dor da partida. Criei minha Dulcinéia no meio de tanta tormenta mas não consegui aprender a amar-me, daí a minha desgraça.
Toda partida é o prenuncio da chegada, sim essa é uma verdade indelével. Sigo buscando a certeza que nunca me vem e tentando resgatar o horizonte que nunca me chega.
Hoje, faço de minha partida o túmulo de minhas frustrações escondidas sob o manto conquistado em uma odisséia implacável sobre o mar Egeu, habitado por sereias encantadas que me buscam com seu canto, tanto belo como hediondo. Faço de minha chegada, a festa fantástica dos descobridores heróicos aclamados pela horda que um dia, outrora, expropriou minhas esperanças e meus sonhos.
Mas fui eu quem construiu esses castelos e moinhos, serei eu o autor de sua derrocada final. Para isso aparelho meu coração com novas esperanças e novas certezas. Atrelo meu exército invisível as minhas convicções e parto para o embate. Tenho a certeza de que muitas serão as batalhas e delas poderei sair ferido, mas não morto pois carrego n’alma as experiências vividas e o carinho fenomenal de meus pares.
Ah o olvido há de perdurar nas tragédias e as reminiscências alegres se perpetuarão em meu coração guerreiro, tão guerreiro como o coração de todos vós.
Minhas verdades poderão não ser a verdade coletiva, lhe faltarão absolutidade, uma vez que a todos faltarão os meus sonhos, que estes são só meus, mas, tudo que surge do coletivo passará a fazer parte do acervo de minhas verdades, pois isto eu vivi.
Venceremos juntos estas e tantas outras batalhas que se descortinarem em nossas breves vidas, tão breves que o piscar dos olhos não serão mais rápidos que nosso suspirar. Guerreiros vamos à batalha! Seremos vitoriosos!

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